terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Alimentação para pacientes Disfágicos - Dicas!


Alimentação para pacientes Disfágicos

Pacientes com disfagia orofaríngea podem apresentar diferentes graus de dificuldade no ato de engolir. Este transtorno acomete em sua grande maioria pessoas idosas, tratando-se de um sintoma presente em muitas doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer.
Existem exercícios miofuncionais orais que atuam de forma eficiente sobre as estruturas responsáveis pela deglutição. 

É a fonoaudiologia atuando para reabilitar o paciente disfágico. 
Além de exercícios fonoaudiológicos também existem orientações importantíssimas que devem ser adotadas



Ambiente da alimentação: 
O local em que você fará suas refeições deve ser tranquilo. Mantenha desligado televisão, rádio ou qualquer outro aparelho que possa distrair. É importante manter a atenção para a alimentação. Porém, isso não impede que outros membros da família façam suas refeições juntamente com você, isso deve acontecer quando possível.

Tempo de refeição: 
Você não deve ser apressado durante as suas refeições. Porém, se você estiver gastando muito tempo em uma única refeição, você pode estar gastando mais energia para se alimentar do que está ganhando com o alimento. O tempo de uma refeição principal (café da manhã, almoço e jantar) poderá durar no máximo 30 minutos.
Apresentação do alimento: Quando estamos diante de um alimento bonito e cheiroso, sentimos mais vontade de comê-lo. Então, para ajudá-lo a ter mais motivação ao se alimentar, facilitando o controle oral do bolo alimentar, a comida deve ser apresentada de forma prazerosa. Abuse de cores, sabores e cheiros, sem deixar de lado suas preferências (sempre se tem mais prazer em comer o que se gosta) e as consistências alimentares estabelecidas pelos profissionais.

Postura durante a alimentação: 
É importante que durante as refeições, e cerca de 20 minutos após esta, você permaneça sentado, com o tronco ereto e a cabeça erguida. Se estiver acamado, você deve ser encostado na cabeceira da cama com travesseiros, ficando com o tronco o mais ereto possível. A cabeça deve estar erguida e deverá ser apoiada com suportes se necessário.
     Uma posição correta durante a alimentação dificulta a entrada dos alimentos nos pulmões, deixando a alimentação mais segura. Perceba que uma cabeça erguida é uma cabeça ereta, sem estar inclinada para frente e nem para trás.
     Modificações na postura da cabeça, durante a alimentação, são técnicas especiais que podem facilitar a deglutição e serão orientadas pelo fonoaudiólogo quando necessário.

Higienização oral: 
A limpeza deverá ser feita com a escovação dentária, com uma escova pequena e com cerdas macias, lembrando-se de escovar os dentes e a língua. Todos os resíduos alimentares ou secreções que estiverem na boca deverão ser retirados.
     Se você utiliza prótese dentária, esta deverá ser retirada e limpa com a escovação após cada refeição, assim como a língua deverá ser escovada. É importante retirar a prótese dentária ao dormir, colocando-a em um copo com água e algumas gotas de água sanitária (ajuda a manter a limpeza e conservação da prótese), recolocando-a pela manhã após limpá-la muito bem com água corrente.
 Em pacientes que não possuem dentição, a limpeza da boca deve ser feita com a escovação da língua e o restante com uma gaze humedecida em água e anti-séptico bucal.

 - Consistência e volume do alimento: 
Muitas vezes, para facilitar s deglutição e deixá-la mais segura, a consistência do alimento é modificada, conforme a dificuldade de deglutição. É importante utilizar consistências mais finas caso a dificuldade seja grande.
     Além das modificações das consistências, também deverá ser controlado o volume de cada deglutição, ou seja, a quantidade de alimento que se colocará na boca de cada vez, para que se tenha maior segurança ao engolir.

Fonte: Silvério, Cola & Silva (2006)
Referência: http://fonohospitalarfja.blogspot.com.br/2010/11/mais-alguma-coisa.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Desenvolvimento Infantil

Quadro de Desenvolvimento Infantil


Quanto mais Fonoaudiologia...

Também aderimos à Moda!


Fonoaudiólogo e Pacientes com AVC

PORTARIA DO MS INSERE O FONOAUDIÓLOGO NO TRATAMENTO DO AVC




O Ministério da Saúde (MS) publicou a portaria 665/2012 que regulamenta os critérios de habilitação dos estabelecimentos hospitalares como Centro de Atendimento de Urgência aos Pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o Art. 6º da Portaria, serão habilitados como Centros de Atendimento de Urgência Tipo II e III os estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC e realizem atendimento de forma multiprofissional, com a inclusão de fisioterapia e fonoaudiologia. No tipo II,  deve haver o suporte diário de fonoaudiólogo, e no tipo III, um fonoaudiólogo para cada dez leitos, seis horas por dia.
A alta prevalência do AVC e sua importância como causa de morbidade e mortalidade no Brasil, bem como a necessidade de organização e implementação das Redes de Atenção à Saúde no território nacional estão entre as justificativas apresentadas para elaboração do documento.
“A Fonoaudiologia segue, felizmente, em frente. Consolidando campos de prática, ampliando mercado de trabalho e deixando de ser privilégio das classes economicamente favorecidas”, comemorou a professora Ana Caline Nóbrega, do Núcleo de MO e Disfagia do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Referência:
http://fonodaianealencar.wordpress.com/2012/05/31/portaria-do-ms-insere-o-fonoaudiologo-no-tratamento-do-avc/

Notícias - Educação

 


Implante coclear a próva d'água!

Teste da Linguinha

Fonoaudiólogos querem implementar teste para detectar língua presa em recém-nascidos



Assim como hoje existem o Teste do Olhinho (para detectar problemas de visão) e da Orelhinha (de audição), realizados na maternidade, fonoaudiólogos sugerem um novo exame em recém-nascidos que pode prevenir problemas futuros. Batizado de Teste da Linguinha, a avaliação ajudaria a diagnosticar a língua presa (oficialmente chamada de alteração do frênulo da língua).

Um dos temas do 20º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, que começa nesta terça-feira (30) e vai até o dia 3, em Brasília, o Teste da Linguinha foi adotado na cidade de Brotas, no interior de São Paulo, na unidade hospitalar Santa Therezinha. O objetivo dos profissionais é ampliar o exame para todo o país.

Embora haja poucos estudos epidemiológicos, estima-se que pelo menos 10% dos recém-nascidos apresentem o problema, que pode causar diversos prejuízos.

"A alteração no frênulo é uma das principais causas de desmame precoce", explica a presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), Irene Marchesan. Isso porque o bebê fica com muita dificuldade para sugar o peito. Além disso, a língua presa gera problemas para mastigar e engolir, e interfere no desenvolvimento da fala. "Muita gente, mais tarde, fica com dificuldade até de beijar", comenta a especialista.


A língua presa pode ser corrigida com um procedimento cirúrgico muito simples, feito por dentista. Até 1940, a língua presa era "cortada " pelas próprias parteiras, prática que foi deixada de lado pelo receio de se fazer uma cirurgia desnecessária.

Atualmente, com as recentes pesquisas, o diagnóstico da língua presa pode ser facilmente realizado por um profissional capacitado. O protocolo adotado em Brotas foi criado pela fonoaudióloga Roberta Martinelli, presente no congresso. Segundo ela, a avaliação é eficaz, rápida e não causa dor.

Apesar de todo o conhecimento que se tem hoje em dia, ainda existem profissionais que negligenciam a língua presa, afirmando que o problema se resolve sozinho com o tempo. E, como ressalta Marchesan, quanto mais cedo a alteração for tratada, menores os prejuízos para o adulto, que muitas vezes precisa se submeter a um tratamento mais longo para corrigir as distorções na fala.

Referência:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/10/30/fonoaudiologos-querem-implementar-teste-para-detectar-lingua-presa-em-recem-nascidos.htm?cmpid=cfb-saude-news&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582




domingo, 26 de agosto de 2012

Contato:


Quem é o Fonoaudiólogo?!


O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Onde o Fonoaudiólogo atua???

O fonoaudiólogo é atuante em - unidades básicas de saúde, - ambulatórios de especialidades, - hospitais e maternidades, - consultórios, - clínicas, - home care, domicílios, - asilos e casas de saúde, - creches e berçários,
- escolas regulares e especiais, - instituições de ensino superior, - empresas,
- veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e - associações.

Quais as especialidades da Fonoaudiologia???

Cinco especialidades são hoje reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia:

Audiologia. Por meio da audição é que se adquire, normalmente, a comunicação oral. Doenças na gestação, infecções de ouvido, uso indiscriminado de medicamentos, exposição a ruídos intensos e outros podem causar alterações auditivas, comprometendo a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo.

Linguagem. É a especialidade que trabalha com os aspectos que envolvem a comunicação oral e escrita. O seu desenvolvimento dá-se desde a infância até a idade adulta. Pessoas com problemas de comunicação (expressão e compreensão) podem ter dificuldades na sua integração social e profissional.

Motricidade.  Nesta especialidade, o fonoaudiólogo habilita/reabilita funções relacionadas a respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala, propiciando melhores condições de vida e de comunicação.

Saúde Coletiva. É um campo da Fonoaudiologia voltado a construir estratégias de planejamento e gestão em saúde, no campo fonoaudiológico, com vistas a intervir nas políticas públicas, bem como atuar na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.

Voz. Representa a identidade do indivíduo, pois expressa seus sentimentos. É produzida pelas pregas vocais e quando estas não funcionam adequadamente, a voz é alterada, podendo ficar rouca, abafada, soprosa, comprometendo o trabalho e a vida pessoal. O fonoaudiólogo previne, avalia e trata os problemas da voz falada (disfonias), cantada (disonias) e ainda aperfeiçoa os padrões vocais.
CRFA 2ª Região

Referências:
http://www.fonosp.org.br/crfa-2a-regiao/fonoaudiologia/o-que-e-a-fonoaudiologia/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

AMA - Aleitamento Materno


Entre em Contato

 Fga. Amanda Ferreira Hernandez
É(19) 9643-8761 / 3342-8800 / 3241-2101
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Entre em contato e uma fonoaudióloga será encaminhada para atender-lhe com qualidade, experiência e diferenciais, sem aumento de custos.

Fonoaudiologia em diferentes etapas da vida


Saúde toda a Vida


A fonoaudiologia como ciência, pode contribuir em todas as etapas da vida do ser humano, pois fundamenta suas ações científicas na dignidade da pessoa humana. Portanto, considera que todas as fases da vida são importantes. Pois saúde, envolve ações complexas, porém possíveis.

Recém-nascidos Prematuros




Bebês prematuros enfrentam dificuldades na amamentação, já que necessitam de estímulo quanto ao reflexo de sucção e não coordenam sucção/respiração/deglutição. A ação fonoaudiológica é essencial nessas situações onde o bebê inicialmente não tem condições de ser amamentado.

O papel do Fonoaudiólogo em recém-nascidos prematuros

O acompanhamento fonoaudiológico oferece, segundo vários estudos, diversos benefícios para os bebês de alto-risco, entre eles:
·         a estimulação da interação mãe- bebê;
·         a humanização do berçário, visando torná-lo um lugar mais adequado para o desenvolvimento do bebê;
·         a transição mais rápida da alimentação por gavagem para a alimentação por via oral;
·         a promoção do aleitamento materno;
·         a reorganização dos estados de vigília do bebê em função dos   ciclos de sono, fome e estados de atenção como uma maturação neurológica mais rápida (Hernandez, 2001);
·         a detecção de crianças com problemas auditivos, ocasionando um rápido encaminhamento para investigação e tratamento precoce (Costa et al., 2000);
·         e a antecipação da alta hospitalar, em muitos casos (Berezin et al., 1993).

A adequação da função alimentar em bebês pré-termo requer conhecimento do profissional tanto sobre aleitamento materno quanto das técnicas de alimentação alternativas (parenteral, sondas e gastrostomia). Além disso, ele deve saber avaliar e diagnosticar alterações da função oral motora para promover condições de alimentação normal, assim que seja clinicamente possível.
Andrade (1996) aponta serem estes benefícios muito importantes para os pré-termo e, portanto, justificam o incentivo do aleitamento materno nestes bebês. Levando em consideração que os bebês pré-termo de muito baixo peso apresentariam dificuldades para estabelecer a função alimentar.



O Papel do Fonoaudiólogo na Amamentação



O Fonoaudiólogo é o profissional que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como no aperfeiçoamento dos padrões de fala.
Para que haja um bom desenvolvimento e equilíbrio da musculatura oral e consequentemente bom padrão articulatório, é necessária a estimulação desde o nascimento, através do ato de amamentar.
A amamentação no seio beneficia a criança não só em relação ao aspecto nutritivo propiciando o desenvolvimento físico e neuropsicomotor, mas também estimula o padrão nasal de respiração, estimula os músculos que participam da fala e das funções da alimentação (sucção, mastigação e deglutição). Proporciona também o início da comunicação e afetividade entre mãe e filho (Teles e Nascimento, 2003).
A sucção através do aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento osteomuscular e para o equilíbrio das arcadas dentárias e língua.
Observa-se que o bebê nasce com retração mandibular e o espaço oral é pequeno. A sucção através da amamentação irá desenvolver os músculos da face e gerar um crescimento harmonioso de todas as estruturas orais. As estruturas envolvidas no ato de sugar serão as mesmas estruturas utilizadas para falar e mastigar.

AMAMENTAÇÃO



O leite materno é completo. Isso significa que até os 6 meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a ama­mentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

A amamentação também traz muitos benefícios para a mãe:
- reduz o peso mais rapidamente após o parto;
- ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto;
- reduz o risco de diabetes;
- reduz o risco de câncer de mama;
- se a amamentação for exclusiva, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

Como tornar a amamentação mais tranquila e prazerosa:
Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.
- Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.
- a melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
- cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
- o leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
- na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.

Dificuldades na amamentação

Rachaduras no bico do seio:
As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.

Seios empedrados:
Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.

Pouco leite:
Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Leite fraco:
- não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco;
- nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto;
- sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.

Vantagens para o bebê:
Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até à morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Vantagens para a mãe:
A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

Doação de leite materno:
O leite materno armazenado nos bancos de leite humano é utilizado para atender bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. O Brasil possui a maior rede de bancos de leite humano do mundo, são 186 no país todo!

Quem pode doar:
- Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los;
- Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica;
- Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite;
- Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus.

*** http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/29aleitamento.html

quarta-feira, 2 de maio de 2012

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O que é Disfagia?


A disfagia é um sintoma de uma doença de base que pode acometer qualquer parte do trato digestório, desde a boca até o estômago (Donner, 1991).

Os distúrbios que podem afetar as fases oral e/ou faríngea da deglutição são chamados de disfagias orofaríngeas.

A disfagia pode ser um sintoma de:
  • Doenças neurológicas, por lesões encefálicas que afetam a atividade muscular;
  • Doenças degenerativas, por perda progressiva da função muscular;
  • Câncer de cabeça e pescoço, por alterações mecânicas estruturais que afetam o transporte do alimento e.
  • Senilidade (idoso), em virtude da fraqueza muscular e de fatores inerentes ao próprio envelhecimento (Santini, 2001).

A disfagia está diretamente associada à interrupção do prazer da alimentação e além de impedir a manutenção das condições nutricionais e de hidratação do indivíduo que, frequentemente, já as tem comprometidas, pode ainda agravá-las (Groher, 1997).


Aproximadamente 45% dos pacientes que apresentam câncer de cabeça e pescoço, desenvolvem disfagia orofaríngea. Em pacientes com doenças degenerativas, os valores oscilam entre 52 e 82% e nos idosos a disfagia orofaríngea atinge mais de 60%(Groher, 1987).

Em casos de sequelas pós -  AVC (acidente vascular cerebral), a prevalência de disfagia orofaríngea é de 30 a 50%(Clavé, 2008; Groher, 1987).

Etiologia da Disfagia





Desordens neurológicas ou neurogênicas, ou seja, lesões que afetam o sistema nervoso central ou periférico, comprometendo a coordenação neural da deglutição (ex., sequela pós - AVC, traumatismo crânio-encefálico - TCE, paralisia cerebral, mal de Parkinson, mal de   Alzheimer etc.).

Desordens mecânicas, ou qualquer alteração das estruturas envolvidas durante o processo de deglutição, como no caso do câncer de cabeça e pescoço, mal formações congênitas e ferimentos.

Desordens de origem psicogênica, por alterações emocionais, que levam a prejuízo no desempenho da deglutição.


Desordens por envelhecimento. Observa-se que no processo de envelhecimento ocorrem mudanças fisiológicas que interferem no processo de deglutição como por exemplo fl acidez muscular, xerostomia e uso de medicações.

Grau de gravidade da disfagia


  1. Muito Grave: restrição total por via oral (VO);
  2. Grave: dependente de nutrição enteral ou VO parcial;
  3. Moderada:  restrições  de  duas  ou mais  consistências; a dieta é modifi cada e a hidratação restrita (dieta semi-sólida adaptada, pastosa e hidratação espessada);
  4. L e ve  / M o  d  e  r  a d a  :   r e  s  t  r  i ç  ã  o   d  e   uma   o u   d u a  s consistências alimentares; a dieta pode ser semi-sólida amassada ou umidificada e hidratação adaptada (espessada ou líquidos controlados).
  5. Leve: restrição de alguma consistência alimentar ou necessitar de dieta modifi cada ou adaptada (dieta semi-sólida e líquidos normais).
  6. Funcional: dieta normal (consistência sólida e hidratação normal). O paciente necessita de um período maior para refeição.
  7. Normal: dieta normal e exclusiva por VO. Não são necessárias estratégias ou compensações para deglutição.

Sintomas que podem acompanhar a Disfagia








Existem alguns sintomas característicos que geralmente acompanham a disfagia:
  • Tosse ou engasgo com alimento ou saliva;
  • Pneumonias de repetição;
  • Refluxo gastro-esofágico;
  • Febre sem causa aparente;
  • Sensação de bolo na garganta;
  • Recusa alimentar;
  • Sonolência durante as refeições;
  • Sinais clínicos característicos de aspiração, ou  seja, ausência de tosse, voz com qualidade vocal molhada (gargarejo), dispnéia ou aumento de secreção em vias aéreas superiores.



Sinais esperados para um indivíduo disfágico:

  • Dificuldade para  realizar  preensão oral  do alimento;
  • Dificuldade durante a mastigação;
  • Redução  do  controle  oral  do  alimento  na  cavidade oral;
  • Escape  do  alimento  para  a  faringe;
  • Regurgitação nasal ou oral;
  • Lentificação para a manipulação e preparo do  alimento para deglutir;
  • Engasgos freqüentes para qualquer consistência alimentar;
  • Insegurança e ansiedade no momento de refeição;
  • Qualidade vocal molhada, hipersecreção constante e alterações do padrão respiratório.